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sábado, 16 de abril de 2016

INFELIZMENTE NÃO DEU: BRAGANTINO ELIMINADO

MESMO SUPERIOR NOS 90 MINUTOS, OS ERROS E A ANSIEDADE FORAM PREPONDERANTES PARA A DESCLASSIFICAÇÃO


Bragantino e Batatais perfilados antes do início da partida
FOTO: Sílvio Loredo
Há tempos venho batendo na tecla de que muitas vezes as coisas podem não representar de fato o que parece ser.

Fato: o Bragantino era o melhor time da Série A2 do Campeonato Paulista.

Realidade: Não seria fácil e a tal história de que teria que ganhar nem que fosse na 'marra' não se concretizou.


Nem mesmo o grande público que esteve no estádio na noite desta sexta-feira foi capaz de entender o que estava acontecendo.

Dirigentes, jogadores, comissão técnica, torcedores e imprensa, quase todos abatidos pela eliminação e da forma como ela veio.

O Massa Bruta não teve competência suficiente para furar o bloqueio defensivo do Batatais e vencer o bom goleiro Matheus.

O Bragantino foi melhor na maior parte do tempo. Sofreu um gol, em uma bola que me deixou a impressão de ser defensável, principalmente, porque o goleiro do time era, nada mais nada menos, que o bom Felipe.

Errou no primeiro tempo em insistir nas bolas alçadas, fato este que não fez ao longo de todo o campeonato e, sem falarmos, que o Lincom não estava lá dentro da área para este tipo de jogada.

No segundo tempo as coisas melhoraram, mas pouco. Em uma das raras jogadas trabalhadas, Erick sofreu o pênalti no último lance do jogo.

Frieza e méritos para Alemão, que cobrou e empatou a partida.

Veio a decisão por pênaltis e os goleiros não fizeram a diferença. Não defenderam nenhuma das 20 cobranças. Quatro foram chutadas para fora, uma acertou o travessão e as outras 15 foram convertidas em gol.

Melhor para o Batatais que se classificou vencendo por 8 a 7. O pênalti decisivo, ao meu modo de ver foi o quarto da primeira série favorável ao Braga. Estava 3 a 2 e Erick deixaria o time em excelente situação, se convertesse. Acertou o travessão. Coisas do mundo da bola. O mesmo Erick que sofreu o pênalti, quando o time já estava praticamente eliminado no tempo regulamentar.

Os blá-blá-blás do pós jogo são justificativas injustificáveis. Querer culpar o preparador físico ou o treinador é uma das maiores injustiças. O time correu demais, lutou e se desgastou muito mais do que o adversário, pois estava atrás do marcador, jogando em casa e a pressão acaba sendo muito maior. Chega uma hora que a 'perna pesa'. Aí vem aquela história que jogar a segunda partida em casa é melhor. Será?

Em relação ao treinador Léo Condé, longe de ser seu advogado de defesa, mas me representou ser um correto profissional (fato não muito comum nos dias atuais no mundo da bola). Tirou Tiago Santos, que pediu para sair, sentindo a coxa. Colocou Jobinho somente aos 22 min do segundo tempo, pois o mesmo não reunia condições de jogo para muito mais tempo do que o que esteve em campo.

Élder Santana subiu com a Ferroviária no ano passado e nos últimos jogos esteve em campo como titular. Daí ser a primeira opção quando da contusão de Léo Jaime, ainda na primeira etapa.

Tartá, Leandro Oliveira e Lincom, contundidos, não puderam ajudar sequer no banco de reservas.

Mas o torcedor 'sempre' tem razão (como diz o ditado: "A voz do povo é a voz de Deus"), desde que, não perca esta razão.

Cheguei a me indispor com alguns torcedores durante a partida, pois não creio serem justas determinadas críticas. Mas, refletindo bem, quem sou eu na ordem do dia para achar justo ou não.

Naquele momento, mesmo trabalhando, eu também queria a vitória do time, assim como os torcedores e todos os envolvidos na partida.

Ninguém, ou grande parte dos que estiveram no estádio (pois alguns "turistas" que entraram sem pagar com esta campanha das garrafas pet e nem sabiam para que lado o Braga atacava), nesta sexta-feira, queriam outra coisa, senão a vitória do Bragantino.

A Série A2 é passado. Que venham a Copa do Brasil, a Série B do Brasileiro e a costumada e rotineira reformulação.

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