REUNIÃO DA FEDERAÇÃO TEVE POUCAS NOVIDADES E FRUSTRA ALGUNS PARTICIPANTES
QUEM ESPERAVA POR ALGO MAIS CONCRETO, SE ENGANOU. FEDERAÇÃO PAULISTA MANTEVE O QUE JÁ ESTAVA DECIDIDO. FUTEBOL EM SÃO PAULO AINDA NÃO TEM DATA PARA RECOMEÇAR
A reunião virtual da tarde desta segunda-feira durou cerca de uma hora e gerou frustração em alguns dirigentes que aguardavam propostas em debate para vislumbrar uma possibilidade de planejamento dos próximos passos do Paulistão.
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REUNIÃO ATRAVÉS DE VIDEOCONFERÊNCIA MANTEVE A SALA DE REUNIÕES VAZIA NA SEDE DA FPF |
Apesar de a Federação ter agendado o encontro com o objetivo de discutir o futuro do Estadual, ela mesma reiterou o posicionamento de que não é momento para pensar no retorno de uma atividade não essencial.
Sendo assim, sequer foi fixada uma data para a volta aos treinos. A idéia de que os clubes retomem suas atividades será autorizada somente depois que a Secretaria Estadual de Saúde der o aval.
Os clubes também oficializaram um acordo que até então era informal, de voltarem todos em conjunto aos treinos, para não criar uma sensação de concorrência entre os times.
De positivo, a videoconferência marcou a posição da entidade no que se refere a arcar com os custos dos testes que serão aplicados futuramente nos jogadores para detectar se estão contaminados com o novo coronavírus.
A idéia é fazer esse controle quando os jogadores se reapresentarem aos treinos. Depois disso, os atletas devem ficar concentrados durante 15 dias, à espera da data da reestréia. Esse período de confinamento servirá para que eles não sejam infectados pela doença em outros ambientes.
A FPF recebeu R$ 120 mil da CBF como parte de um pacote de ajuda fornecido para todas as federações estaduais para a elaboração de um "Protocolo de Retomada do Futebol". Além deste montante, a verba que seria utilizada para a festa de premiação dos melhores do Paulistão 2020 também será utilizada neste protocolo.
Os times aprovaram a proposta de os testes serem pagos pela FPF, principalmente por se tratarem de exames caros e trazidos do exterior. Em média cada teste custa R$ 300. Algumas das principais equipes do Estado já se preparavam para comprar lotes, principalmente para facilitar o retorno dos jogadores aos treinos. Até agora nenhum time paulista voltou às atividades. Os jogadores continuam treinando em suas residências e sem previsão de retorno aos campos de treinamento.
O protocolo médico feito pela FPF e conduzido pelo diretor da entidade, Moisés Cohen, foi enviado ao governo de São Paulo nos últimos dias. A entidade aguarda agora adaptações e sugestões antes de prosseguir com um cronograma de discussões sobre a volta dos times.
O Campeonato Paulista foi suspenso no dia16 de março, restando mais duas rodadas para o encerramento da sua primeira fase. Ao todo serão necessárias seis datas para o término da competição.
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